A insuficiência cardíaca representa uma das manifestações clínicas mais comuns de uma doença do coração. Insuficiência Cardíaca não significa que existe uma interrupção do trabalho do coração. Na verdade, o coração está incapacitado de bombear o sangue em quantidade suficiente para as necessidades de todo o organismo. Esta é a chamada insuficiência cardíaca sistólica. Em outras situações, o coração perde a capacidade de relaxar e receber o sangue proveniente do corpo e dos pulmões. Esta é a chamada insuficiência cardíaca diastólica, que como já foi dito o maior problema não é relacionado a perde de força de contração do músculo cardíaco, mas sim a redução da capacidade de receber uma adequada quantidade de sangue. Tanto numa situação como na outra, ocorre uma diminuição do fluxo de sangue para órgãos vitais como cérebro, rins, aparelho digestivo e outros tecidos.
Um dos primeiros órgãos a ser afetados são os rins. Ocorre uma retenção de água e sal, aumentando o volume total de líquidos no corpo. Estes líquidos se acumulam nos tecidos, e provocam um inchaço ou mais precisamente, um edema. Quando o ventrículo esquerdo do coração está comprometido, o líquido se acumula nos pulmões e produz o edema pulmonar, que se manifesta no paciente por uma sensação de falta de ar. Caso o ventrículo direito esteja comprometido, o líquido se acumula no fígado, membros inferiores e tornozelos. Na insuficiência cardíaca congestiva, os dois ventrículos são afetados. É por este motivo que freqüentemente se recomenda a redução da ingestão de sal (que retém água no organismo) e se administram diuréticos que promovem a eliminação de excesso de líquido no organismo.
As mais comuns são as seguintes:
Os sintomas mais comuns são:
Com a insuficiência do ventrículo esquerdo, os pulmões ficam congestos, causando falta de ar, que inicialmente surge aos grandes esforços (como subir escadas ou ladeiras), depois aos médios, e posteriormente a falta de ar ocorre até mesmo em repouso. Com a piora, surge a falta de ar quando o paciente está deitado, sendo por vezes obrigado a se levantar e ficar sentado (ortopnéia) na cama para melhor respirar (dispnéia paroxística noturna). Pode evoluir para um quadro de descompensação ainda mais grave, denominado edema agudo de pulmão, em que a falta de ar aparece subitamente e é associada à tosse, chiado no peito, culminando em morte, se não houver tratamento urgente.
Com a falência do ventrículo direito, aparece o edema, ou o inchaço, principalmente de tornozelos, pernas, fígado e até de todo o abdômen, devido ao acúmulo de líquidos nesses órgãos.
Não existe um teste específico para determinar se existe ou não insuficiência cardíaca.
O diagnóstico clínico normalmente é feito quando os sintomas aparecerem. Os sintomas relacionados à dificuldade de respiração, fadiga e inchaço são comuns e podem ser encontrados também em outras condições clínicas.
Seu médico diagnosticará se existe ou não insuficiência cardíaca através da realização de história clínica detalhada, exame físico e vários exames e testes, visando:
Histórico médico e familiar: seu médico questionará se você e outros membros de sua família têm ou tiveram alguma doença que podem causar insuficiência cardíaca. Interrogará sobre seus sintomas, incluindo características, momento da ocorrência, frequência, duração e intensidade dos mesmos. As respostas servirão para o diagnóstico mais preciso e para determinar os níveis mais adequados para suas atividades físicas.
Exame físico: é realizado em várias etapas, tais como:
Exames e testes complementares: se forem detectados sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, os seguintes testes poderão ser realizados, para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento:
Seu médico indicará a melhor forma de tratamento para seu caso e você deverá discutir e tirar todas as suas dúvidas, pois o entendimento é fundamental para o resultado do tratamento.
O tratamento inclui obrigatoriamente uma dieta com baixo teor de sal e restrição de líquidos. Podem ser empregados vasodilatadores, diuréticos, cardiotônicos e outros medicamentos. Nem sempre é possível tratar a causa que levou à insuficiência cardíaca, mas com os recursos que existem atualmente, é grande a possibilidade de um controle a longo prazo.
Podem ser candidatos ao transplante cardíaco àqueles pacientes que, apesar de um tratamento intenso e rigoroso, apresentam sinais de piora em seu quadro clínico.
Lembre-se que o sucesso de seu tratamento depende de você. Esteja atento para tomar seus medicamentos, faça mudanças dietéticas, pratique atividades físicas sempre orientadas e controladas. Viva um estilo de vida saudável, e dentro do possível com o mínimo de estresse.
Este material tem propósito informativo e não dispensa a necessidade de consulta a profissional qualificado e habilitado.