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Hipertensão Arterial


O que é Hipertensão?

O coração “bombeia” o sangue, que é distribuído pelo nosso corpo através de vasos parecidos com “tubos”, denominados artérias. Quanto mais sangue o coração bombear numa circulação em que as artérias estão estreitadas, mais elevada deverá ser a pressão deste sangue. O aumento da pressão sanguínea nas artérias é denominado hipertensão arterial ou, como se diz na linguagem leiga, pressão alta.

No Brasil, 35% da população acima de 40 anos tem pressão alta. Isso representa um total de 17 milhões de hipertensos, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Os parâmetros de pressão sanguínea variam de pessoa para pessoa. Mas existe uma classificação mundialmente aceita onde pressão sanguínea normal não deve ultrapassar 125×85 mmHg.

O que é pressão arterial sistólica e diastólica, ou máxima e mínima

A pressão arterial máxima corresponde a medida obtida assim que coração bombeia todo o sangue para a circulação, que ocorre na sístole, ou seja, fase em que o coração se contrai. Quanto maior a força de contração maior será a pressão máxima. Porém as artérias se dilatam discretamente acomodando o sangue que foi bombeado para o coração e é por esse motivo que essa pressão arterial máxima habitualmente não atinge valores muito elevados, em decorrência da capacidade elástica das artérias. Existe também a pressão mínima que é medida na fase que corresponde ao relaxamento do coração, ou seja, na diástole, essa pressão mínima poderá ser maior ou menor dependendo do estreitamento das arteríolas, que são resultado das ramificações das artérias maiores.

Para se entender melhor o que significa a pressão máxima e mínima, imagine o seguinte exemplo: Uma mangueira de borracha num jardim ligada a uma torneira. Ao se abrir totalmente a torneira (bombeamento do coração), a pressão que a água exerce dentro desta mangueira seria a pressão máxima. A pressão mínima seria o resultado de um fechamento do bico da mangueira: quanto mais fechado maior a resistência oferecida dentro desta mangueira.

Quem tem mais risco de ter hipertensão arterial?

A pressão arterial elevada geralmente é encontrada nas seguintes situações:

  • Filhos de pais hipertensos (se ocorrer com os dois pais a chance do filho ser hipertenso é bem maior);
  • Pessoas que consomem bebidas alcoólicas;
  • Pessoas com história de hipertensão na família;
  • Obesos;
  • Diabéticos;
  • Pessoas da raça negra;
  • Sedentários;
  • Os que não possuem uma alimentação saudável e exageram na ingestão de sal;
  • Pessoas estressadas;
  • Doenças crônicas como diabetes, colesterol alto, doença nos rins e apnéia do sono.

Quais são os sintomas da pressão alta?

A maioria das pessoas não apresentam qualquer sintoma. Algumas pessoas podem apresentar dor de cabeça, tontura e hemorragia nasal.

Podem existir vários tipos de hipertensão?

Sim, existem dois tipos de hipertensão arterial: A hipertensão arterial primária ou essencial e a hipertensão secundária

A hipertensão essencial ou primária ocorre em 90 – 95 % dos casos em adultos. A causa não é identificável e desenvolve-se gradativamente durante muitos anos. Inicia-se na fase adulta dos 20 aos 40 anos de forma benigna, mas se não for tratada pode comprometer o coração, a circulação cerebral, os membros inferiores e os rins.

Já na hipertensão arterial secundária, a causa é determinada e tem esse nome porque é conseqüência de alguma doença ou condição já existente. As condições que podem levar a hipertensão secundária são: doenças dos rins, tumor em glândulas, defeitos na formação do coração e alguns medicamentos, como por exemplo, os anticoncepcionais, drogas como a cocaína e em algumas circunstancias, tais como a gravidez.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito, medindo-se a pressão arterial. A pressão é medida com um aparelho chamado esfigmomanometro. A avaliação da pressão arterial é um ato que deve ser feito por um profissional habilitado, pois existem técnicas e condições para se auferir a pressão arterial de maneira correta. Hoje com o avanço tecnológico temos vários modelos e tipos de aparelhos.

O aparelho que mede a pressão arterial (esfigmomanometro) é composto por uma braçadeira que envolve uma bolsa de ar inflável conectada por um tubo de borracha a um manômetro e por outro tubo, que contem uma válvula controlada pelo operador, conectado a uma pêra que tem a finalidade de insuflar a bolsa. As medidas são dadas em milímetros de mercúrio (mmHg).

Para verificar a pressão arterial com um aparelho manual, além do esfigmomanometro será necessário também, um estetoscópio que é um aparelho usado para ouvir sons corporais (abaixo).

Esfigmomanometro e estetoscopio

Envolve-se a braçadeira no braço com a bolsa posicionada na artéria braquial (face interna do braço) e posiciona-se o manômetro ao alcance dos olhos. É necessário sentir o pulso da artéria braquial ou da radial (no punho, na direção do primeiro dedo) do braço que está envolvido pelo aparelho. Insufla-se a bolsa até que não se perceba mais o pulso. Deve-se olhar em seguida o número que o manômetro acusou e posicionar o estetoscópio onde o pulso estava sendo sentido. Em seguida deve-se abrir suavemente a válvula e olhar atentamente para o manômetro. Quando as pulsações não forem mais ouvidas, deve-se anotar o número que o manômetro marcou. Em seguida desinsufla-se completamente o aparelho.

O primeiro número marcado é a pressão sistólica (pressão que o coração exerce quando se contrai: é a energia máxima do sangue nas paredes das artérias) e o último número é a pressão diastólica (pressão “mínima”, exercida quando o coração relaxa: é a menor força exercida contra as paredes das artérias).

A pressão arterial é dada pela pressão sistólica (número maior) e pressão diastólica (número menor). Ex: 130×80mmHg; 150×90 mmHg. Podemos classificar a pressão arterial em:

  • Pressão Normal: Abaixo de 120/80 mmHg.
  • Pre-hipertensão: Quando a pressão arterial fica levemente acima do normal, em torno de 120X80 a 139×89 mmHg.
  • Estágio 1 ou Hipertensão Leve: 140×90 a 159 x99 mmHg.
  • Estágio 2 ou Hipertensão Moderada: 160×100 a 179×109mmHg.
  • Estágio 3 ou Hipertensão Grave: Acima de 179×109 mmHg.
  • Hipertensão Arterial Sistólica: Maior que 140 (sistólica) e menor que 90 (diastólica)

As mensurações são feitas com certo intervalo de tempo, pois a pressão arterial oscila de acordo com o dia, com horário, com o estado emocional, com as refeições, etc..e com certa freqüência, durante as consultas médicas, algumas pessoas tendem a apresentar níveis de pressão mais elevados. O fato de a pressão aumentar durante as consultas médicas é chamado de “hipertensão do jaleco, ou avental branco”. Medir a pressão no ambiente familiar ajuda a definir o nível da pressão arterial mais adequadamente.

Se for constatado algum tipo de hipertensão em exames de rotina como sangue, urina e eletrocardiograma outros exames deverão ser solicitados.

Importante: Deixe a pessoa em repouso por cerca de 20 minutos antes de medir a pressão arterial no caso de ela ter caminhado e 30 minutos e se tiver ingerido cafeína ou cigarro. O tamanho da braçadeira também influencia no valor da pressão. As medidas de pressão arterial devem ser reconfirmadas duas ou mais vezes durante a consulta, obedecendo critérios técnicos bem estabelecidos.

Como é feito o tratamento da hipertensão arterial?

O tratamento pode ser medicamentoso (geralmente) e/ou não medicamentoso. O tratamento não medicamentoso requer mudança no estilo de vida. Essa mudança está pautada em 3 objetivos:

  • Controle do estresse;
  • Alimentação saudável;
  • Hábitos saudáveis: atividade física e abandono de tabagismo e álcool.

Os medicamentos mais utilizados para controlar a hipertensão, são:

Diuréticos tiazídicos: Diuréticos são medicamentos que atuam promovendo a eliminação de urina que é conseqüente a saída de sódio do organismo. Como o sódio tem uma acentuada ligação à água, uma quantidade maior de urina é produzida e eliminada, reduzindo desta forma o volume sangue circulante.
Beta-bloqueadores: São medicamentos que reduzem a carga de trabalho do coração e dilatam os vasos sanguíneos. Como conseqüência o número de batimentos cardíacos diminuem, assim como a sua força de contração. Tem efeito melhor quando associado a um diurético.
Inibidores da enzima conversora a angiotensina (IECA): Esses medicamentos ajudam a relaxar os vasos sanguíneos, reduzindo seu estreitamento, e como conseqüência diminuindo a pressão arterial sanguínea. É importante para o tratamento de pacientes com doenças nas artérias coronárias, insuficiência cardíaca ou renal. Assim como os beta-bloqueadores, funcionam melhor quando associados a um diurético tiazídico.

Bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA): Esses medicamentos também relaxam os vasos sanguíneos reduzindo o estreitamento dos mesmos. Como conseqüência há uma redução da pressão arterial. Também é muito utilizado em pessoas com insuficiência cardíaca e renal e naqueles com doença das artérias coronárias.

Bloqueadores do canal de cálcio: Esses medicamentos ajudam a relaxar os músculos dos vasos sanguíneos. Bloqueadores do canal de cálcio têm um bom efeito em pessoas idosas e as vezes são associados aos medicamentos inibidores da enzima conversora de angiotensina ou beta-bloqueadores. Nestes casos pode haver um maior risco de interação medicamentosa.

O que pode ocorrer se a hipertensão não for tratada?

A hipertensão arterial, quando não tratada, pode trazer vários prejuízos ao organismo, tais como:

  1. Rompimentos de placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos que podem acarretar infarto do miocárdio, derrames cerebrais, insuficiência renal e outros comprometimentos da circulação.
  2. O aumento da pressão sanguínea a longo prazo pode causar enfraquecimento da parede das artérias e algumas dilatações denominadas aneurismas. A ruptura do aneurisma é uma importante causa risco de vida.
  3. Insuficiência Cardíaca: Para bombear sangue com pressão alta nos vasos sanguíneos, o coração pode ficar espesso e entrar em falência muscular.
  4. Acidente Vascular Cerebral também conhecido como derrame cerebral: Ocorre um bloqueio ou ruptura de vaso sanguíneo no cérebro.
  5. Insuficiência Renal: A hipertensão arterial crônica pode comprometer os vasos que nutrem os rins e acarretar falência deste órgão, com elevação dos níveis de uréia e creatinina.
  6. Perda da visão por comprometimento (estreitamento ou espessamento) dos vasos dos olhos.
  7. Síndrome Metabólica(ver artigo sobre o assunto)
  8. Alterações Cognitivas: Tais como memória e capacidade de aprendizado.

O que devo fazer para prevenir hipertensão?

Evitar alimentos gordurosos e salgados.

  • Evite sedentarismo: caminhe mais, suba mais escadas e use menos o elevador;
  • Evitar bebidas alcoólicas em excesso e abolir o fumo;
  • Procurar dentro do possível levar a vida de maneira mais tranqüila e equilibrada;
  • Se houver antecedentes de hipertensão arterial na família, por exemplos, os dois pais, existe uma boa chance de ocorrência de hipertensão nos filhos. O componente familiar é um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão: nestes casos deve-se mensurar a pressão arterial pelo menos a cada 3 meses.

Dicas do Dr Knobel para quem tem pressão alta:

  1. Tome uma atitude: mude seu estilo de vida, prefira alimentos saudáveis, substitua o sal por temperos naturais e pratique atividade física.
  2. Cuide de sua saúde: Mensure a pressão algumas vezes durante a semana. Mantenha o peso em níveis normais. Faça seu check-up periodicamente.
  3. Nunca abandone o tratamento, sem o conhecimento do seu médico:Compareça as consultas regularmente mesmo que a pressão tenha se regularizado. Não abandone os medicamentos mesmo que as medidas de pressão estejam normais. Nunca se esqueça que na grande maioria dos casos a pressão arterial elevada não dá qualquer sintoma, mas acarreta lesões na circulação de todo o organismo a médio e longo prazo.

Este material tem propósito informativo e não dispensa a necessidade de consulta a profissional qualificado e habilitado.

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