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Dietas

Conduta nutricional no controle da glicemia: níveis de açúcar no sangue
diabetes

1. Evitar os alimentos de alto índice glicêmico (tabela abaixo);

2. Preferencialmente utilizar grãos integrais como fontes e carboidratos; 

3. Alimentos fontes de carboidratos devem ser consumidos junto com outras fontes alimentares, que exijam maior tempo de digestão, como por exemplo, fontes de proteínas e / ou fontes de fibras;

4. Sempre, nas refeições principais acrescentar saladas cruas, principalmente folhas e seus talos;

 

5. Fracionar bem as refeições, ou seja, realizar de 5 a 6 refeições ao dia em pequenas quantidades e preferencialmente adequadas as suas necessidades nutricionais. O tempo entre as refeições não deve ser menor que 2 horas nem maior que 4;

6. Praticar exercícios, como caminhadas e corridas leves, diariamente. É importante a avaliação médica periódica e acompanhamento de um educador físico;

7. Diminuir e evitar o consumo de álcool;

8. Evitar alimentos gordurosos e preferir gordura insaturada;

9. Preparações grelhadas, cozidas ou assadas; são mais recomendadas;

10. O sal deve ser controlado. Evite deixar o saleiro na mesa;

11. Aumentar o consumo de fibras. Se for necessário, acrescentar às refeições farelos outras fontes e fibras dietéticas;

12. Manter ingestão de líquidos adequada, no mínimo 2 litros ao dia.

O índice glicêmico indica a velocidade que o carboidrato é absorvido em relação a glicose ou o pão branco.

Na tabela abaixo, apresenta-se os grupos de índice glicêmico baixo médio ou alto de alguns alimentos:

tabela_indice_glicemico

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes, 2002

Conduta nutricional no controle da glicemia: níveis de açúcar no sangue
A carga glicêmica (CG) é diferente do índice glicêmico (IG), pois indica uma relação entre a qualidade e a quantidade do carboidrato consumido, sendo um indicador da demanda de insulina induzida pela dieta. A fórmula para calcular é a seguinte:

CG = quantidade do carboidrato consumido x IG do alimento/100

Se a CG der menos do que 10, o alimento é de baixa carga glicêmica. Caso fique entre 11 e 19, o alimento é de média carga glicêmica e se for maior do que 19, o alimento é de alta carga glicêmica.

 

Perguntas Freqüentes

1. A pessoa com diabetes precisa ter uma alimentação especial?
SIM. Porém como qualquer pessoa não portadora de diabetes deve ter uma alimentação variada, balanceada, rica em alimentos integrais, frutas, vegetais, carnes magras e laticínios magros. Consumir adoçantes artificiais, mas não exagerar na quantidade.

2. Existe uma dieta padrão para todas as pessoas com diabetes?
NÃO. Uma avaliação nutricional completa vai orientar o profissional de saúde a desenvolver um plano alimentar personalizado, adequado as necessidades metabólicas e ao estilo de vida do diabético.

3. É possível controlar a glicemia comendo fora todos os dias?
SIM. Hoje em dia comer fora não é mais desculpa para uma alimentação desequilibrada e não saudável. Os restaurantes ‘por quilo’ ou ‘bufês’ estão oferecendo grande variedade de alimentos saudáveis, integrais, orgânicos, assim consegue-se manter escolhas equilibradas e uma glicemia estável.

4. A pessoa com diabetes pode consumir todos os tipos de frutas?
SIM. No entanto, não podem ser consumidas à vontade, pois também aumentam a glicemia. Consumir 1 fruta a cada refeição ou entre as refeições principais. Dar preferência as frutas ao invés de tomar o suco.

5. A pessoa com diabetes pode consumir à vontade carnes, ovos e queijos?
NÃO. Apesar de não conter açúcar, estes alimentos podem alterar a glicemia e sobrecarregar os rins. São ricos em gordura saturada e colesterol, que consumidos em excesso podem acarretar problemas cardíacos, pressão alta e doença renal.

6. Somente a alimentação altera a glicemia?
NÃO. O estilo de vida, estado emocional, atividade física também alteram a glicemia.

7. A pessoa com diabetes pode consumir à vontade os alimentos dietéticos?
NÃO. Mesmo os alimentos diet engordam e contém carboidratos que alteram a glicemia.

8. O diabético Tipo I com tratamento insulínico específico deve ter um plano alimentar controlado?
SIM. É importante ter horário determinado para comer e manter sempre as mesmas quantidades, assim evita-se hipoglicemia e hiperglicemia. Com isso, pode-se ter controle maior da quantidade de carboidratos consumidos por refeição e ajustar a insulina a este pleno alimentar específico (CONTAGEM DE CARBOIDRATOS).

9. Qual é a diferença entre um alimento ligth ou diet?
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo diet pode ser usado em produtos com restrição de algum nutriente. Os alimentos restritos em carboidratos (pão, chocolate, bala diet) ou gorduras (iogurte desnatado 0% de gordura) podem conter, no máximo, a adição de 0,5 gramas do nutriente por 100 gramas ou 100 mL do produto. Como, a quantidade permitida nos alimentos com restrição de carboidratos e gorduras é muito pequena, é comum a definição de alimento diet, sendo o produto isento de um nutriente específico.
A definição de alimento light deve ser empregada nos produtos que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, comparado com o alimento convencional. Para que ocorra a redução de calorias é necessário que haja a diminuição no teor de algum nutriente energético (carboidrato, gordura e proteína).

Colaboração: Dr. Paulo Rosenbaum, médico endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein e Dra. Cristina Corrêa, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein.

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