login
senha
ainda não tem cadastro? faça-o aqui

Corredor da Vida – Dr. Elias Knobel


drelias_corredor_da_vidaPara acabar com o pânico dos pacientes e familiares em permanecerem nas UTI’s, Dr. Knobel lança livro com 15 narrativas de uma UTI, é o que diz a matéria publicada em fevereiro de 2007 pelo jornal “O Dia” do Rio de Janeiro.

memorias_agudas_e_cronicas_de_uma_uti

Diretor da UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, conta em livro histórias engraçadas, inusitadas e emocionantes de pacientes internados em estado grave.

UTI. Nenhuma outra sigla inspira tanto medo e apreensão quanto a abreviatura para Unidade de Terapia Intensiva. Para a grande maioria dos mortais, UTI não passa de uma espécie de “corredor da morte”, onde pacientes terminais pendulam entre a vida e a morte. Para o cardiologista Elias Knobel, há mais de 30 anos à frente da UTI do Hospital Albert Einstein, porém se assemelha mais a um “corredor da vida”, onde as mais inusitadas histórias – inclusive as de amor e sexo – poderiam acontecer e, de fato, acontecem. Algumas delas como a do fogoso casal que não resiste e faz sexo dentro da UTI, estão reunidas no livro “Memórias Agudas e Crônicas de uma UTI”, lançado esta semana. “ A idéia do livro é desfazer a idéia de que UTI é um lugar fúnebre, onde as pessoas morrem. Pelo contrário. A UTI, como é conhecida nos dias de hoje, foi criada nos EUA na década de 50 com a intenção de salvar as pessoas. Até sexo se pratica lá dentro. No Albert Einstein, o índice de pessoas que sobrevivem após quatro dias na UTI chega a 90%”, contabiliza Knobel, que calcula já ter atendido a mais de 60 mil pacientes desde a fundação da UTI do Albert Einstein em 18 de maio de 1972. 

Das 15 crônicas que compõem o livro, Knobel elege ‘O Último Segredo’, como a sua favorita. Nele, o médico relata a história de uma ex-prisioneira de guerra judia quem do leito de UTI, pede para rever um ex-companheiro de compo de concentração. “Até hoje, não imagino no que conversaram. Só sei que a cirurgia foi um sucesso e, poucos dias depois, ela teve alta”, conta. Mas Knobel também não esconde uma certa simpatia pela crônica “Jaime, o Teimoso”, na qual um professor de Biologia pede insistentemente ao médico para ele desligar os aparelhos que mantêm o próprio pai, o tal Jaime do título, vivo. “Perdi a conta de vezes em que pediram para eu cometer eutanásia. Nessas horas, sempre questiono: Mas e o hospital, o país, a minha consciência, como é que ficam? A única certeza que eu tenho diante de um paciente grave é que nunca tenho certeza do que pode acontecer dali para frente. Na verdade, pode acontecer tudo. No caso do Jaime, por exemplo, o filho acabou morrendo antes dele. Dá para acreditar?”, afirma o Dr. Elias, sem conseguir disfarçar a ironia.

Copyright © Cardiologia Knobel 2010. Todos os direitos reservados.