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Aterosclerose


Veja no vídeo abaixo o mecanismo de aterosclerose, segundo o DrPeter Libby

O que é aterosclerose?

É uma doença crônica – lenta e progressiva que pode começar na infância – causada pela formação de placas nas paredes das artérias. Estas placas são compostas por gorduras, colesterol, cálcio ou outras substâncias encontradas no sangue. Podem crescer e obstruir as artérias prejudicando o fluxo sanguíneo.
A aterosclerose pode afetar as artérias do cérebro, coração, rins, intestino, membros superiores e inferiores, além de outros órgãos. As conseqüências podem ser severas como a doença da artéria coronária, que resultam em angina, infarto do miocárdio, morte súbita, doença vascular cerebral (AVC) e outras doenças isquêmicas.

Como as placas se formam?

Processo de evolução da aterosclerose

Os monócitos – glóbulos brancos de defesa – percorrem a corrente sanguínea, e acabam se agrupando nas paredes das artérias e aglomerando-se nas gorduras. Aos poucos, essa gordura acumula-se e provoca o estreitamento e até mesmo a obstrução da artéria.

Quais são os tipos de ateroesclerose?

A aterosclerose pode ser encontrada sob duas formas:

  • placas duras e estáveis, em que as paredes são grossas e endurecidas;
  • placas moles e instáveis.

Tanto as placas duras quanto as moles podem apresentar uma fissura propiciando a deposição de fatores de coagulação e a conseqüente formação de um coágulo evoluindo até o entupimento da artéria. As placas moles, mesmo sendo rasas, e não causando obstruções importantes enquanto preservadas podem, em dado momento, romper-se e acarretar a obstrução pela formação de um coágulo.

Existe prevenção para a aterosclerose?

O primeiro passo é a identificação dos fatores de riscos presentes e, sempre sob orientação médica, eliminar aqueles que são modificáveis. Deve-se analisar o estilo de vida e corrigi-los, assim como tentar diminuir os hábitos que podem ser prejudiciais. Também se faz importante conhecer o histórico familiar, principalmente em relação aos problemas cardíacos e circulatórios relacionados à aterosclerose.

Conheça os fatores de risco

Os principais fatores de risco estão listados a seguir:

  • excesso de LDL (colesterol ruim);
  • baixa do HDL (colesterol bom);
  • tabagismo;
  • hipertensão arterial;
  • diabete mellitus;
  • obesidade, principalmente a concentrada na altura da cintura abdominal;
  • estresse;
  • sedentarismo;
  • histórico familiar: caso um parente próximo tenha detectado a aterosclerose precocemente, ou seja, homens com menos de 55 anos e mulheres com menos de 65;
  • menopausa: as mulheres nessa fase são mais suscetíveis.

Quais são os sintomas?

A doença não costuma apresentar sintomas até que as artérias fiquem significativa ou totalmente bloqueadas. Há variações dependendo da localização da artéria, por exemplo, se o problema estiver no coração, a pessoa manifestará sintomas da doença da artéria coronária. Se o cérebro foi o afetado, serão notadas as características de uma insuficiência circulatória cerebral, sendo o acidente vascular cerebral (AVC) uma das manifestações mais comuns. No caso de pernas, braços e pélvis, percebem-se sintomas de doença arterial periférica ou ainda se a artéria afetada for nos rins, serão apresentadas características de doença renal.

Como a aterosclerose é diagnosticada?

Para realizar este diagnóstico, os profissionais da saúde avaliam o estilo de vida, histórico familiar e executam um exame clínico detalhado com a solicitação de vários exames diagnósticos – desde laboratoriais e de imagem até testes de esforço físico.
No exame físico, por exemplo, as artérias são auscultadas (com um estetoscópio) e os pulsos nos membros inferiores são examinados e avaliados quanto a sua intensidade, se estão normais, fracos ou ausentes. Com base nos resultados da avaliação clínica e dos exames, o médico orientará a melhor forma de tratamento para o paciente.
Conheça alguns dos exames que detectam a aterosclerose:

  • avaliação dos níveis de colesterol, triglicérides e perfil metabólico;
  • eletrocardiograma: utilizado para avaliar o ritmo do coração e mostrar alterações que podem denotar anormalidades do músculo cardíaco e da circulação coronária. Um eletrocardiograma normal não elimina esta possibilidade do mesmo modo que um alterado não significa que existe uma alteração específica das artérias coronárias ou do músculo cardíaco;
  • radiografia de tórax: mostra a silhueta do coração, artérias maiores, pulmões e diafragma;
  • ecocardiograma: utiliza as ondas sonoras para criar a imagem do movimento do coração, difundindo informações sobre o tamanho e a forma do órgão, além do funcionamento das válvulas. Pode identificar regiões em que há pouco fluxo sanguíneo e avaliar a contração do músculo cardíaco, além de outras possíveis alterações;
  • tomografia computadorizada (“CT scan”): evidencia imagens do coração, cérebro ou outras áreas de interesse;
  • tomografia computadorizada com contraste: também permite avaliar o fluxo de sangue em diversos órgãos. No caso do coração, ajuda a avaliar se há fluxo sanguíneo suficiente ou não para o músculo cardíaco;
  • angiografia ou arteriografia: possibilita a visão do interior da artéria, o que permite evidenciar se existe ou não alguma obstrução. Um cateter (tubo estreito) é introduzido no antebraço ou na virilha com objetivo de atingir a região onde se encontra a artéria a ser analisada, como, por exemplo, as coronárias, carótidas, cerebrais, mesentéricas (intestino), renais, entre outras. Um contraste é injetado permitindo analisar o fluxo de sangue nestas regiões. As imagens são realizadas utilizando-se radiografia e um sistema de filmagem;
  • teste de estresse: utilizado para diagnosticar doença arterial coronária. O paciente se exercita numa esteira ou bicicleta ergométrica, com velocidades incrementadas progressivamente até atingir a pulsação desejada. São analisados batimentos cardíacos, alterações da pressão arterial e eventuais anormalidades no eletrocardiograma, que é registrado continuamente;
  • ressonância magnética: mostra imagens detalhadas das estruturas vasculares de diversos órgãos e, no caso do coração, permite melhor avaliação sobre sua movimentação.

Outra possibilidade é o teste de esforço associado à medicina nuclear, a cintilografia de esforço com injeção de radioisótopos. A substância é injetada no sistema circulatório
e um equipamento especial registra o fluxo do sangue através do coração e das artérias.

Existe tratamento para a doença?

Com base em resultados de exames e análise do estilo de vida, médicos recomendam tratamentos que podem concentrar mudanças de hábitos, medicamentos e procedimentos especiais, além de cirurgia.
As mudanças no estilo de vida incluem alimentação saudável com baixo nível de gordura saturada, colesterol e menos sal. Isso significa que se deve dar mais atenção às frutas, verduras e legumes, e reduzir o consumo de produtos industrializados. O fumo deve ser terminantemente abandonado, e as atividades físicas devem fazer parte do dia-a-dia. Perder peso é indispensável nesse processo.
Os medicamentos indicados são aqueles que diminuem o nível de colesterol ruim (LDL) e controlam os níveis da pressão sanguínea. Também podem ser prescritos anticoagulantes e as drogas chamadas antiplaquetárias, que visam a afinar o sangue e assim diminuir a possibilidade de formação de coágulo nas placas de gordura. Nos casos mais graves, a melhor opção pode ser a cirurgia ou a angioplastia. Existem três procedimentos mais comumente utilizados:

  • angioplastia: a artéria obstruída ou estreitada é dilatada por meio de um cateter, melhorando o fluxo de sangue, o quadro de angina e evitando, dentro do possível, a complicação no órgão que a artéria irriga: infarto do miocárdio no caso do coração, acidente vascular cerebral, no caso de entupimento das artérias carótidas e uma eventual necrose de um membro se a sua artéria entupir. Nesse procedimento, pode ser colocado um stent – pequeno dispositivo que mantém a artéria aberta e desobstruída;
  • pontes de safena: a cirurgia utiliza veias dos membros inferiores (safena) para fazer uma ponte (by-pass) sobre a região obstruída da artéria coronária comprometida. Esse procedimento melhora o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Podem-se utilizar também enxertos de artéria radial (retiradas dos braços) ou implantar a artéria mamária, na artéria coronária obstruída;
  • cirurgia nas artérias carótidas: as placas formadas na artéria carótida do pescoço podem ser retiradas. Pode-se também realizar uma cirurgia de by-pass ou desobstruí-las por meio de angioplastia com o implante de um stent. Com a abertura da artéria, aumenta o fluxo do sangue para o cérebro;
  • cirurgia de revascularização das artérias dos membros inferiores: uma artéria, veia ou enxerto artificial são usados para desviar o sangue dos vasos sanguíneos obstruídos melhorando o fluxo sanguíneo para os membros inferiores.

Este material tem propósito informativo e não dispensa a necessidade de consulta a profissional qualificado e habilitado.

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