Ser fisicamente ativo diminui o risco de mortalidade por doença cardíaca em países ricos e pobres

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Cidade do México – México – Em um estudo com centenas de participantes adultos, um foram comparados indivíduos que participaram do estudo Prospective Urban Rural Epidemiological (PURE) com aqueles que não alcançaram as diretrizes mínimas recomendadas de atividade física. Aqueles que alcançaram as diretrizes, tiveram cerca de 28% a 50% menos risco de morrer de um infarto do miocárdio (IM) num acompanhamento de 5 anos.

As diretrizes recomendam 30 minutos de atividade física moderada, 5 dias por semana; ou 20 minutos de atividade física potencializada durante 3 dias por semana. Nesse estudo a atividade física incluía: trabalho de casa, recreação ou qualquer atividade física relacionada com o trabalho do indivíduo estudado Explicou o autor e líder da pesquisa Dr. Scott Lear (Simon Fraser University – Vancouver – BC) . Ele apresentou o estudo em junho 2016 no Congresso de Cardiologia e Saúde Cardiovascular do World Heart Federation (WCC 2016).

“Tentamos responder a questão: a atividade física é benéfica em mundo como é em países em crescimento? – E a resposta é Sim”, disse ele num comunicado a imprensa.

Além disso, encorajar pessoas a ter atividade física pode reduzir a incidência de doenças cardiovasculares ao redor do mundo disse o autor do estudo. A mensagem para os clínicos é a seguinte: precisam “continuar encorajando e estimulando os pacientes a se exercitar, prescrever exercícios como tratamento preventivo, da mesma forma que prescreveriam uma medicação”.

Esse estudo reforça o conceito que “atividade física moderada promove melhor ganho na saúde cardiovascular em níveis mais elevados promove um impacto ainda mais significativo ”, refere o moderador de sessão Dra. Julie Redfern (University of Sidney and George Institute for Global Heath, Austrália).

“É essencial que clínicos apoiem e encorajem os pacientes a realizar atividade física regularmente e programar suas metas, bem como administrar e eliminar suas barreiras individualmente, adequando-as as necessidades especificas dos pacientes” disse a moderadora.

 

Os benefícios para a saúde diferem ao redor do mundo?

Quando falamos ao redor do mundo, um em cada três adultos não atinge as diretrizes recomendadas para regular ou moderada atividade física, Lear reportou. Mas pesquisar os elos entre a atividade física e uma melhor saúde cardiovascular, níveis de sobrevivências são maiores em países mais ricos.

Para examinar essa taxa, incluindo países de baixa renda, Lear e seus colegas analisaram dados de 141 mil e 601 participantes, de 17 países no estudo PURE, que reportou suas bases de níveis de atividade física em questionários e foram acompanhados por 5 anos.

Dependendo em como os participantes atingiram as diretrizes recomendadas, eles foram classificados em três grupos:

  • Inativos (aqueles que não atingiram as recomendações);
  • Moderados (aqueles atingiram)
  • Alto (excederam os níveis de atividade física)

Os pesquisadores modelaram a análise para predizer como a atividade física afetou todas as causas de mortalidade: mortalidade por doença cardiovascular, mortalidade sem doença cardiovascular, por IM, acidente vascular cerebral (AVC), falha cardíaca e doença cardiovascular severa (um composto fatal de doença cardíaca, AVC, IM e falha cardíaca), através de ajustes de gênero, saúde, educação, local de residência, histórico familiar e pessoal de AVC e hábito de tabagismo.

Durante 5 anos de acompanhamento, compararam com indivíduos que não atingiram as diretrizes recomendadas para atividade física moderada e aqueles que reduziram bastante os riscos de morrerem por todas as causas (28%) ou doença cardiovascular (36%). Aqueles que excederam as atividades físicas tiveram um ainda maior risco de mortalidade reduzido de morrer de todas as causas (40%) ou por doença cardíaca (50%).

Um padrão similar foi notado em outro estudo. Por exemplo, comparando com aqueles que não atingiram as diretrizes recomendadas para atividade física com os que foram moderados ou muito ativos, houve um elo entre a baixa de risco de um evento de IM de 29% para 42%, e de 20% a 40% menos risco de falha cardíaca.

Os efeitos da atividade física no risco de mortalidade por doença cardíaca foi consistente em todos os níveis de atividade física, em todos os países analisados. Atividade física foi benéfica em todos os casos: após o ajuste por gênero, idade, hábitos de saúde e histórico de doença cardiovascular. “Atingir as diretrizes mínimas recomendadas de atividade física tem um benefício substancial”, mesmo em pacientes com outros fatores de risco, disse Lear.

Meia hora de atividade física moderada – como andar rapidamente todo dia, para atingir as recomendações -, o que todas as pessoas com qualquer recurso financeiro pode fazer, “reduz drasticamente o impacto global da morte por doença cardíaca no mundo”, ele sumarizou.

 

Os autores do estudo declaram não ter nenhuma relação financeira relevante com os patrocinadores.

 

Fonte: Medscape

http://www.medscape.com/viewarticle/864646?src=wnl_edit_tpal&uac=28631FT

 

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