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Querido pai… eu já sabia

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Meus queridos amigos.

Chegou o dia e meu pai, Abram Knobel, se despediu.

UM HOMEM BOM, HUMILDE E LUTADOR QUE SOUBE ENSINAR A SUA FAMILIA OS VERDADEIROS PRINCÍPIOS E VALORES DA VIDA.

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Escrevi um artigo que caracteriza bem meus sentimentos e o relacionamento que tive com meu pai.

Querido pai, eu já sabia

Neste momento, querido pai, retorno de sua última viagem para o jazigo onde você foi sepultado para a eternidade ao lado de minha mãe. Nada mais previsível: isso iria algum dia ocorrer. Se acontece com todos, por que não iria ocorrer com o meu pai? Afinal de contas, a vida é constituída de um ciclo, tal como uma peça de teatro. O nascimento é seguido da plenitude da vida onde tudo acontece com maior ou menor vibração e entusiasmo. A despedida, porém, é o “gran finale” e na sua essência nada mais é que um dos seus mais destacados e esperados atos.

Isso, meu pai, eu já sabia.

Eu também sabia que você teve uma vida intensa, cheia de oscilações e percalços mas que no cômputo geral posso dizer, foi muito bem vivida. Você foi um homem bom, batalhador, simples e humilde e só arregimentou amigos. Nunca conheci um inimigo seu. Por outro lado, o patrimônio que você amealhou durante quase cem anos, de vida foi incalculável. Não em termos pecuniários, isso nunca. Você sempre teve uma vida discreta e poupou tudo o que auferia na luta diuturna em prol do futuro dos seus filhos. Quem diria, meu pai, que você nunca teve um carro… Mas em termos de estrutura e constituição familiar sua riqueza foi imensa e muito maior do que a dos maiores milionários.

Eu também sabia que num certo dia você seria vítima das vicissitudes da vida. Se doenças e enfermidades acontecem com outros, por que não iria ocorrer com você? E isso acabou acontecendo. Naquele Carnaval de 2007 você entrou na UTI, aquela que você acompanhou o nascimento e a minha luta para torná-la algo que foi reconhecido em todo o mundo. Lembro-me como se fosse hoje a minha angústia e desespero com o seu quadro clínico. A situação era crítica, as chances eram mínimas e você acabou recebendo um tratamento de suporte e paliativo. Mas a sua teimosia e insistência pela vida foi notória. Enquanto eu rascunhava o seu necrológio, parecia que quanto mais quebrava a cabeça para encontrar as palavras certas e apropriadas para o terrível momento, você, contrariando as mais péssimas expectativas, renascia das cinzas. Você não sucumbiu. Eu já há muito sabia que você era uma fortaleza. Um lutador e vencedor de batalhas, aparentemente invencíveis.

Mas a luta apenas começara. As intervenções terapêuticas, o uso irrestrito da mais moderna tecnologia, propiciaram que você continuasse a sua missão nesse mundo. Um tubo no seu estomago para alimentação, outro no pescoço para respiração, um cateter de soro para infusão e assim os tempos foram passando e você vivendo no residencial ao lado de mamãe, que também era afetada pela ocorrência irreconciliável das enfermidades e pela avançada idade.

Com o tempo, porém, o mais fundamental atributo de um ser humano passou a faltar. A queda progressiva da consciência foi marcante. A falta de contato e do reconhecimento das pessoas, mesmo daqueles que você tanto amava, começou a ser um fato consumado. Isso eu também sabia que poderia acontecer, mas não deixou de ser um forte impacto quando essa inevitável morbidade tocou a nossa família bem de perto. A angústia tomou conta de todos nós, e a perspectiva do não retorno às condições prévias, passou a nos afligir cada vez mais. Doenças, complicações, terapêuticas de todos os tipos e sem restrição passaram a fazer parte do seu dia a dia. E a sua deficiência de cognição foi progredindo de tal forma que a partir de uma certa época você passou a viver num mundo diverso do nosso. E sem chance de retorno.

É claro que tudo isso eu sabia, depois de ver tantos pacientes graves e idosos, por que seria meu pai poupado dessa desgraça? Uma condição sem volta, um caminho árido a ser percorrido e pavimentado de tristeza, angústia e sensação de impotência. Terrível depressão acontecia após visitá-lo: o que fazer, como fazer? Você que sempre atribuía a minha capacidade médica a melhora daqueles pacientes seus conhecidos, frequentemente dizia: “Você vai resolver todos os nossos problemas, não tenho o menor receio de ficar doente…” E eu me portava apenas como um mero espectador de um jogo que seguramente não sairia vencedor. Quanto tempo isso iria durar? Por que um homem bom teria que batalhar tanto por uma vida que eu questionava se valia a pena ser vivida? E a pergunta “O que fazer e como fazer?” voltava à minha mente.

E assim um dia após o outro, uma semana após a outra, a história que eu havia presenciado com outros, acontecia comigo. Um abalo, um trauma, um tsunami em minha alma, com noites maldormidas e a decepção com os desígnios perpetrados pela a vida. Um sofrimento tenebroso para quem vê, vive e sente o drama de um pai moribundo. Era como percorrer um caminho numa floresta escura, sem nenhuma orientação e sem encontrar uma trilha para se chegar em algum lugar. Uma perdição total, sem a mínima chance de se encontrar uma luz no fim do túnel, em busca de uma solução que justificasse a manutenção de uma vida que fosse digna de ser vivida.

Isso, meu pai, eu não sabia. Eu poderia até imaginar, poderia até fazer os cálculos mais bem calculados do prognóstico do que iria acontecer com um idoso enfermo, exatamente como ocorria com muitos daqueles que acompanhei em tantos anos de profissão. Mas vestir a carapuça foi diferente e muito doloroso. A razão e o raciocínio foram substituídos pela emoção e pelo sentimento daquilo que acontece do âmago de nossos corações.

Isso, meu pai, eu não sabia.

Confesso que em prol da humanização da vida, que tanto apregoo, muitas vezes torcia para que você descansasse. O sofrimento de quem o via talvez fosse maior do que o seu próprio que estava sempre e rigorosamente bem sedado. Apesar de saber que “aquilo que os nossos olhos veem não é o que o coração do paciente sente” não abria mão do maior controle em relação aos cuidados paliativos para um ser humano que, no caso, era meu pai .

Os ensaios para a despedida passaram a ser mais frequentes. Mas você não queria partir. Um cuidador até me disse que algo o prendia a esse mundo e que não permitia a sua despedida. Espantoso? Diferente dos outros casos? Talvez uma repetição das cenas da vida que vivencio no dia a dia. Para mim, porém, era inédito.

E isso, meu querido pai, eu não sabia

Em apenas um ano e meio perdi os meus pais. Nada mais natural, nessas circunstâncias e faixa etária, eu mesmo teria dito a outros. Quem teve a oportunidade de ter os pais vivos durante mais de 2/3 de uma vida? Quantos indivíduos na terceira idade tiveram a dádiva de ter os pais vivos por mais de noventa anos? Uma benção divina, um privilégio de poucos. Talvez eu fosse daqueles que inconscientemente acreditasse que meus pais seriam eternos. Acho que tive esse comportamento durante toda a vida. Aos poucos e de forma muito dolorosa percebi e senti, no fundo da alma, que isso não era verdade. Mais um aprendizado, mais um ensinamento para esse ser que vive ensinando os outros.

Meu querido pai, na verdade, como já disse, durante muito tempo almejei a sua despedida. Como um ato de amor, como um respeito ao ser humano que você sempre foi, como um preceito de piedade e de valorização da nossa moral nesse mundo tão tumultuado. Queria isso há muito tempo, sim, confesso. Mas quando a realidade veio à tona, mais uma vez, perdi a minha base emocional de sustentação.

Você meu pai, mesmo doente, mesmo inativo e imobilizado em todos os sentidos, estava respirando, seu coração palpitava e por vezes você manifestava que sentia alguma dor. Você estava vivo. Você, a sua presença, a sua existência representavam aquela estrutura invisível tal como a base de sustentação de um grande edifício que externamente não é percebida. Uma base sólida e ampla de um enorme iceberg. Em qualquer momento de dificuldade que a nossa família passava eu imaginava qual seria a sua atitude, aquele tipo de atitude tão ponderada e equilibrada, virtude dos sábios e bem vividos.

Mais uma vez sinto a sua importância e necessidade. Agora você usufrui do repouso dos justos e vitoriosos. Sem sofrimentos, sem sondas, sem tubos, sem sedação, sem as parafernálias tecnológicas modernas que o cercavam e garantiram uma vida, que questiono – com todo respeito que tenho pela vida – se vale a pena ser vivida.

Agora a fila andou, e eu, como filho mais velho, assumi a ponta em nossa família . Ela continuará andando, pois assim é a regra do jogo da vida.

Sinto-me um órfão em plena terceira idade A angústia e a sensação de perda são imensas e dominam com uma intensidade difícil de descrever.

E isso, meu querido pai, eu não sabia.

Elias Knobel
22/05/2011

Comentários (85)

 

  1. Elias e Debora Fahur disse:

    Caro chará, que nesse momento de luto um consolo especial e celestial possa estar sobre você e sua família.
    Elias e Debora Fahur

  2. David Haber disse:

    Prezado Dr. Elias ,

    Quando textos maravilhosos como o seu são escritos , é que as palavras valem a pena existir .

    A vida quando vivida com nobreza de carater , senso de servir e amor incondicional nunca termina … Ela é eterna e sobrevive nos corações daqueles que ficam !

    Que D´us os console !

  3. Débora Puntel disse:

    Querido Dr Elias e Família
    Perder um pai, imagino que deve ser a experiência mais intensa e dolorida vivida por um filho. E’ a dor sentida na alma.
    Nos lançamos a uma fragilidade emocional única e jamais vivida, e isto Dr Elias, não temos mesmo como saber até o momento em que vivemos.
    A perda abre as janelas da reflexão, das lembranças, do aprendizado e nos mostra nossa fragilidade e impotência – nos sentimos órfãos das nossas próprias crenças e princípios.
    Como é possível saber e principalmente entender que um pai amado vá para dimensões que não temos acesso? Se não fosse pela fé que temos em um Deus justo, que nos conforta nos momentos que perdemos o nosso alicerce, não teria realmente explicação pois a impossibilidade de um abraço, de um olhar, da presença….. seria insuportável.
    Falar da perda de um pai nos leva a entender que a morte é inerente à vida e que, no processo de luto, constrói-se um aprendizado e nele começamos entender aquilo que nao sabíamos… A morte dá sentido a preciosidade da vida!
    Que Deus conforte o senhor e sua família, transformando esta dor profunda da perda, em saudade.
    Abraços
    Débora Puntel

  4. CARLA ANDREA CASTELLO disse:

    Querido Dr. Elias e toda sua familia , meus sentimentos pelo seu pai. Tive a oportunidade de conhece-lo e cuida-lo com carinho. Tenho certeza que ele ficara na lembranca de cada um de nos que compartilhamos sua jornada pela vida nestes ultimos anos. Saiba que ele sentira orgulho do senhor para sempre.
    Belo texto e bela homenagem.
    Enfermeira Carla.

  5. Baruzzi e família disse:

    Caro Dr. Elias
    Em nome da família Baruzzi manifesto profunda tristeza pelo ocorrido.
    Quando uma folha cai, outra se ergue ao sol.
    O Sr. Abram deixou um dos maiores ensinamentos: amor ao próximo, dedicação ao trabalho e respeito pela vida.
    Todos somos testemunhas do quanto você os traz consigo. Aquele que verdadeiramente amou sua família e também a vida, jamais morrerá.
    Assim, a nova folha que se ergue é aquela que repetirá tal façanha: estenderá o manto da sabedoria acolhendo a todos com o amor de um grande pai que sempre estará vivo em todos os corações.
    Um grande abraço, Baruzzi

  6. Marcia e José Milton Glezer disse:

    Caro Elias

    Fiquei emocionado ao ler esta carta.
    Perdi meu pai há pouco mais de um mes, e a perda é muito grande. Que êle descanse em paz.

    Marcia e Milton

  7. Paulo Cesar P de Souza disse:

    Caro Elias
    Muito bonita a homenagem que vc fez a seu pai, nesse momento difícil de perda.
    Por mais que a morte faça parte da nossa vida de médicos e intensivistas, jamais nos acostumamos com ela e, por isso, lutamos tanto contra ela.
    Perder o pai é uma vivência fortíssima e só quem passou por isso sente a dimensão.
    Que fique uma doce lembrança do que ele foi para vc e sua família.
    Um grande abraço

    PC

  8. Peter e Helene Schur disse:

    Caro Elias,

    Desejamos forca para vc e seus familiares, para superarem este momento tao dificil.

    Forte abraco

    Helena e Pedro

  9. Dr. Elias. Emocionada com a reflexão em sua carta sei que não existem palavras de consolo nos momentos de dor. Ùnico consolo se pode se chamar de consolo, e que Sr. fez tudo possivel para prolongar a vida do seu pai Z/L. Lamentavelmente existem situações nas quais toda competência e carinho de um filho – medico ficam impotentes diante da exaustão e fragilizade do Sr. Abram Knobel. Compartilhando de sua dor, desejo lhe e sua família força e e certezade dever mais que cumprido. Rita Braun

  10. Murilo Lemos disse:

    Dr. Elias, lindo texto. Me identifiquei muito com o que você escreveu. E lhe sou eternamente grato por tudo que você fez pelo meu pai em 2007, quando ele ficou 3 meses na UTI do Einstein e acabou falecendo com mielodisplasia. Não tive o prazer de conhecer seu pai, mas tenho certeza que alguém tão especial e humano como você só pode ter tido um pai extraordinário. Um abraço e que Deus cubra sempre você e sua família com suas bênçãos.
    Murilo (amigo da sua sobrinha Lilian)

  11. Irene Berger disse:

    Elias,
    Muito me emocionei lendo o texte que voce dedicou ao seu pai.O momento do seu pai chegou. .
    Não se angustie não, Elias.O sofrimento do seu pai acabou.
    Voce foi um filho presente, carinhoso e é um pai e um avo maravilhoso.
    Hoje voce é a ponta da sua piramide familiar. a vida continua
    Meus sinceros sentimentos
    abraços
    Irene Berger

  12. Dr. Elias! Envio lhe os mais sinceros votos de pesar pela perda do Sr. Abram Knobel Z/L, seu pai. Sua missão foi mais que cumprida. Rita Braun e Flia.

  13. Caro Elias:
    Recebi hoje a triste noticia. Receba os meus sentimentos de solidariedade e amizade neste dificil momento.
    Eu e minha familia conheceram os seus queridos pais quando voce ainda tencionava estudar medicina. Compartilho com voce os predicados de seu pai que voce, com invulgar talento, nos descreve neste seu depoimento de despedida.
    Que ele tenha em paz, o merecido repouso.

  14. Peter e Helene Schur disse:

    Caro Elias,

    Desejamos forca para vc e seus familiares, para superarem este momento tao dificil.
    Forte abraco

    Helena e Pedro

  15. Walter Thomas D'Aquino disse:

    Minhas palavras de conforto à família Knobel pelo falecimento do patriarca.
    “Desejo que o tempo leve a dor de perder o pai tão querido, e deixe no coração só os momentos felizes.”
    “A vida nos mantem ligados ao mundo material numa condição de fragilidade. Deus sabe o que faz e porque fez assim.”
    Seu texto no blog é um primor, está carregado de sentimento e sabedoria.
    Dr. Elias o senhor me emociona, lhe estimo muito, de coração.

  16. Querido Elias:

    Sentimo-nos privilegiados em ter aprendido com teus pais, as lições de vida que nos foram transmitidas por eles.
    Guardaremos para sempre em nossa memoria a imagem de ambos.
    Os ensinamentos transmitidos por Sr.Abram e D.Cirla, refletem-se inteiramente em seus sucessores,
    Beijos e abraços de seus cunhados, Helena e Jacob

  17. Rosely Epsztein e Nelson Kanczuk disse:

    Querido Elias

    Nem todos tem um pai como o seu, um relacionamento bom, que durou tantos anos… isto é um privilégio para poucos e foi bom que voce aproveitou bastante esta convivencia.
    Entendemos seu sentimento de perda , voce se sentir um orfão, pois foi também o que sentimos ao perder nossos pais.

    Muitos abraços,

    Rosely e Nelson

  18. Décio Milnitzky disse:

    Caro Elias,

    Não há idade que nos imunize contra a orfandade. Mas quanto mais tarde, melhor. Sempre dentro da lei. Seu texto nos identifica.

    Um abraço,

    Décio

  19. Paulo Kovesi disse:

    Querido Amigo Elias,

    Meus sentidos pesames. Ja faz 30 anos e ainda, lendo a tua mensagem repleta de afeto e amor, revivi a dor e as lembranças da perda.

    Que Eles descancem em paz. Na nossa lembrança são imortais.

  20. milton glezer disse:

    Prezado Elias:

    Comoa maoir parte das pessoas fiquei sabendo do falecimento de seu pai após o enterro.Quero deixar meus sentimentos,pois apesar de não conhece-lo,suas palavras são muito claras e explicam muito bem o porque de sua falta ,ainda que após seus noventa anos.algumas pessoas nascem para nunca irem.A natureza porém as carrega e ficamos sem reação.Entendo o seu sentimento,levando em consideração sua luta profissional para sempre manter as pessoas de alguma forma “vivas”.O que fica,é que agora sabemos de onde voce aprendeu a criar,manter e lógico ,se orgulhar da família que voce hoje passa a encabeçar.Sinto muito orgulho de me considerar seu amigo e mais orgulho após ler este texto de sinceridade extrema.Muita força e um forte abraço.

    Milton e Rosely Glezer

  21. Dr Elias disse:

    Dr Elias,
    Tenho certeza que de onde ele estiver, esta cheio de orgulho do legado que deixou.
    Forte abraço,
    Adriana Perez e família.

  22. CLAUDIO DURANTE disse:

    Dr Elias e Família
    Nosso abraço amigo pela perda do Sr. Abram, sinceras condolências a toda família.
    Parabéns pelo magnífico texto que retrata o respeito e o amor familiar.
    Claudio Durante e família

  23. Cleide Borovik disse:

    É verdade, todos nós sabemos que um dia nossos pais irão para uma viagem sem retorno. Mas o que sentimos quando isso acontece não podemos prever. Minha mãe tambem se foi há pouco. Ficam as lembranças, as lições de vida e a certeza que somos o resultado de tudo que eles desejavam.
    Um grande abraço para voce e para toda sua linda família.

  24. Délia Guelman disse:

    Elias queridíssimo,

    Seu texto me emocionou a ponto de eu chorar enquanto lia…Você é, realmente, uma pessoa iluminada, por conseguir transmitir, no papel, tanta emoção, tanto sentimento! Foi um privilégio você ter tido durante tantos anos o colo e o carinho dos seus pais, isso é imensurável, e você sabe disso.
    Que Deus esteja sempre protegendo você, olhando por você e abençoando você!
    Beijo enorme e todo o meu carinho,

    Délia Guelman

  25. Comovente e me levou as lagrimas; Deus não dorme justamente para nos consolar quando mais precisamos….Bjos e muito obrigada por eu entender a partida da minha única filha cláudia, aos 25 anos

  26. Elias, meu querido,
    mesmo com o treino deste coração de poeta, fui arrebatada pelo seu depoimento. Hoje, faz 29 anos que perdi meu pai e suas palavras sublinharam minha saudade.
    Quero que saiba de minha solidariedade e do carinho de uma vida inteira de amizade.
    Meu beijo, Doutor.
    Florinha.

  27. rosa saposnic chut disse:

    Querido Elias
    A natureza das pessoas é algo inesplicavel.
    A luta do seu querido pai para continuar vivendo, foi para aguardar até que voce estivesse pronto para ve-lo partir.
    Pessoas como seus pais, permanecerão entre você, seu irmao e todos da familia para sempe.
    meu carinhoso abraço.

  28. Boris Gerson Napchan disse:

    “Ele e Dna Cyrla deixaram um legado maravilhoso…uma abençoada família”!!”Que descansem em paz ao lado de minha Babe Rosa(a quem amo demais) e ao lado do meu Zeide Moishe e Tia Berta Holcman”!!

  29. Alexandre Ramos disse:

    Magnifica mensagem, emocionante, estou com lágrimas nos olhos… Que Deus console seu coração!

  30. Leão Santos Neto disse:

    Li a nebsagem escr ita pelo amigo quando do falecimento do seu pai.A dor de sua partida, ainda que esperada por ser uma pessoa humana, reflete não so sua dor pela perda do amigo, pai e conselheiros, mas também a lacuna por ele deixada, o vasio da alma, a falta de uma palavra de apoio em tudo aquilo que voces conversavam.
    Pior aconteceu comigo, ao perder meu pai com apenas 6 anos de idade. Mesmo assim, criado por mãe e tios, todos nós, 6 irmãos,conseguimos formartura em curso superior, hoje 5 aposentados,a exceção de um que ficou apenas no segundo grau
    Deus, nosso Grande Arquiteto do Univeso, o dotou de uma capacidade extraordinária de fazer o bem e ser útil à humanidade, estando no Hospital Albert Eistern há 39 anos, dedicando-se a salvar vidas,e ainda escrevendo livros sobre o que aprendeu, fruto de bons estudos, perserverança e abnegação
    Sua simplicidade como cientista que é, diz da grandiosidade de sua alma. Deus o dotou de uma capacidade de entender, ouvir e compreender o ser humano,o que não acontece com todas as pessoas com seu nível de estudo e preparo.Creia-me seu admirador e amigo Leão Santos Neto

  31. Débora Mazza disse:

    Dr. Elias, sentimentos de perda são inenarráveis!
    Só quem passou conhece.
    Força, paz e serenidade é o que lhe desejo neste momento difícil.
    Débora

  32. mesquita disse:

    Querido Elias

    Fiquei emocionado com as suas palavras, dirigidas a seu querido pai.É lógico que lembrei do meu pai …Impossivel com tantas palavras meigas da sua parte à ele,dado a educação que tive e o legado que o meu pai deixou,não sentir aquela Saudade Gostosa.Perdi cedo o meu pai,faziam 3 dias que havia me formado medico e ele se foi (1977).Essas suas palavras carinhosas trouxeram à tona o verdadeiro AMOR, que só eles conseguem transmitir.Salve os nossos pais,é tao feliz ter um pai bom… Abs Mesquita

  33. Rodrigo Luz disse:

    Querido Professor Dr Elias:
    o senhor não me conhece, sou um dos muitos médicos que se beneficiam com a sua sabedoria, nas aulas e congressos da vida. Entrei no seu site procurando informações, encontrei uma lição de amor e exemplo de vida. Hoje sou pai de 2 meninas, e confesso que gostaria de ser um pai como foi o seu, e ouvir um dia, palavras como as suas. Que Deus te abençoe. Obrigado por mais esta lição.

  34. Jacqueline e Ricardo Zwecker disse:

    Dr. Elias,
    Foi impossível não ficar emocionada quando li esta linda carta ao seu pai. Por minutos, revivi aqueles 7 anos que passamos hospital com Jakob e Ligya. Recodei das várias vezes que nós amparou com suas palavras encorajadoras e amáveis. Infelizmente esta hora chega, e hoje o que nos conforta são as lembranças.
    Desejamos muita força e paz.
    um abraço

  35. Ana Lúcia Urbanski disse:

    Lindo texto, linda mensagem..perdi meu pai há 08 dias e agora minha mãe está em coma recebendo cuidados paliativos. E dia após dia vem resistindo aos sombrios prognósticos….e ao ler o seu texto me vi refletida nele!! Obrigada por compartilhar conosco algo tão íntimo e o que mais me surpreende é o fato de vc ser médico!! mais uma vez obrigada

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