Bebidas com cafeína elevam a pressão arterial

ORLANDO, FL Pesquisadores documentaram um aumento estatisticamente significativo da pressão arterial e catecolaminas em um grupo de jovens adultos saudáveis ​​que consumiram uma lata de uma bebida energética comercialmente disponível (Rockstar, Rockstar Inc).

Em um estudo de apenas 25 voluntários, pesquisadores da equipe da Dr. Anna Svatikova (Mayo Clinic, em Rochester, MN),analisaram múltiplas variáveis sanguíneas ​​30 minutos após voluntários avaliados consumirem uma bebida energética.

Consumir uma 480 ml lata de bebida energética Rockstar, que contém 240 mg de cafeína, aumentou a pressão arterial sistólica em 6,2% – de 108,4 mmHg no início do estudo para 115,0 mmHg. O consumo de uma bebida placebo( sem efeito) resultou num aumento de 3,1% na pressão sanguínea sistólica – de 108,3 mmHg a 111,6 mmHg. O diferencial da pressão arterial neste estudo piloto foi estatisticamente significativo.

A pressão arterial diastólica manteve-se inalterada para aqueles que consumiram a bebida placebo, enquanto pesquisadores documentaram um aumento de 6,8% em voluntários após estes consumirem a bebida Rockstar. A pressão arterial média aumentou de 74,2 mmHg para 78,9 mmHg após o consumo do energético, um aumento de 6,4%, contra apenas 1,0%, após o placebo. Mais uma vez, esta diferença foi estatisticamente significativa.

O estresse físico, mental, ou frio não acentuaram ainda mais o aumento da pressão arterial“, Svatikova e colegas reportaram.

Embora a frequência cardíaca não tenha sofrido alterações pela bebida energética, os níveis de norepinefrina médios foram afetados significativamente. Após o consumo da bebida Rockstar, os níveis de norepinefrina médios aumentaram em 73,6% contra um aumento de apenas 30,9% após consumo do placebo.

Os pesquisadores admitem que o estudo foi pequeno e apenas uma bebida energética foi testada, mas sugerem que mudanças hemodinâmicas agudas e adrenérgicas “pode ​​predispor indivíduos ao aumento do risco cardiovascular”.

Estudos maiores são necessários, no entanto, para determinar se a resposta aguda traduz-se em um perigo significativo.

O estudo foi publicado online em 08 de novembro de 2015 no Journal of the American Medical Association e está programado para apresentação no American Heart Association Scientific Sessions 2015.

 

Fonte: MedScape – http://www.medscape.com/viewarticle/854113

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