A chave para a felicidade pode estar em seus amigos, revela estudo.

Você sabia que os amigos que mantém ao longo da sua vida podem ser de mais forte influência que a sua própria família em se tratando de saúde e bem-estar?
Para o investigador William Chopik, assistente professor de psicologia no Michigan State University – EUA, há diversas razões pelas quais os amigos possam vir a ser mais importantes: “Nós passamos tempo de lazer com amigos. Escolhemos livremente continuar ou não essas amizades”. Se essa amizade durar até a idade adulta “certamente essas serão boas amizades”, acrescentou.

“Enquanto envelhecemos é comum nos desvencilharmos de amizades que são mais superficiais e no campo dos conhecidos”, comentou. Isso significa que quando somos adultos “ficamos com aqueles que são mais profundos e que nos fazem feliz”, Chopik explicou.

Em contraste às amizades os relacionamentos familiares podem ser mais sérios e monótonos. O estudo descobriu em uma pesquisa de cerca 280 mil participantes, que as pessoas que dão mais importância à amizade que família, tendem a dizer que são mais felizes, mais satisfeitas e mais saudáveis que aqueles.
Porém, participantes da pesquisa com mais idade indicaram que a amizade pode ser um forte preditor sobre o quão felizes e saudáveis eles se sentem.
Esse crescente impacto da amizade ocorre gradualmente, disse Chopik. “Eu diria que as mudanças começam em torno dos 30 anos (ou 40), e depois ocorre um pico entre 50 a 60 anos e permanecem intensos durante o resto da vida”.

Uma segunda pesquisa menor envolveu cerca de 7.500 idosos americanos, com idade média de 68 anos, matriculados no Health and Retirement Study, no qual os participantes foram questionados sobre os sentimentos de apoio ou tensão que experimentam com seus amigos e familiares – incluindo cônjuges, filhos e outras familiares de ligação direta. O início de oito problemas de saúde crônicos também foi observado: hipertensão arterial, diabetes, câncer, doença pulmonar, doença cardíaca, problemas de saúde mental, artrite / reumatismo e acidente vascular cerebral.

Chopik descobriu que as amizades tinham um impacto claro nos níveis de saúde e satisfação dos idosos, fossem esses impactos negativos ou positivos, enquanto os membros da família, apenas um cônjuge ou criança exerceu influência similar.

Entretanto o estudo demonstrou que apenas amizades – especialmente aquelas mais tensas – estavam associadas a um risco aumentado de doença crônica.
As descobertas podem não ser conclusivas ainda, porém, sugerem que investir em boas amizades vale a pena, disseram os pesquisadores.

“Cada vez mais, os pesquisadores descobriram que as amizades são fundamentais para a saúde e o bem-estar em geral e especialmente quando envelhecemos”, disse Jamila Bookwala, professora de psicologia no Lafayette College in Easton, Pa.

“Minha pesquisa demonstrou, por exemplo, que ter um amigo como confidente é a chave para um melhor bem-estar no momento da morte de uma esposa. Os membros da família como confidentes não tiveram o mesmo efeito protetor”. Isso se deve ao fato de que “amigos são uma escolha social, enquanto a família não é. Esse sentimento de escolha converge em um senso de “controle pessoal” que é importante para uma saúde melhor”, acrescentou, “Além disso, os amigos costumam ter uma idade similar para dividir experiência e desafios. Isso pode significar receber mais aceitação e compreensão de amigos, e também conselhos que são mais confiáveis, significativos e eficazes”, Bookwala disse. Os achados são especialmente verdadeiros para idosos cujos parentes são mais jovens.

Os estudos foram publicados em Junho em Personal Relationships

Fonte: HealthDay

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