1 em cada 4 pessoas acima de 25 anos poderá ter um AVC

1 em cada 4 pessoas acima de 25 anos poderá ter um AVC

Um quarto da população do mundo acima de 25 anos tem grande chance de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante a vida, segundo um novo estudo.

As taxas variam de país para país, sendo que nos Estados Unidos 23% a 29% de pessoas podem sofrer um AVC em algum momento de suas vidas, conforme concluiu o chefe de equipe Dr. Gregory Roth, professor de ciência métrica e saúde na University of Washington em Seattle.

“Esses achados sugerem que adultos precisam pensar a respeito de seus riscos de saúde em longo prazo, incluindo o AVC, desde uma idade jovem” disse Roth.

Para o novo relatório, Roth e seus colegas usaram dados do Global Burden of Disease, um estudo que estima o risco de ter um AVC para aqueles acima de 25 anos.

Os pesquisadores analisaram as duas principais formas de AVC: AVC isquêmico, causado por coágulos, que perfazem cerca de 85% dos derrames; e derrames causados por sangramento no cérebro, chamados de AVC hemorrágico, que perfazem cerca de 15%. Os dados são provenientes de 195 países e abrangem os anos de 1990 a 2016.

Analisando os dados de 2016, a equipe de Roth constatou que o risco de AVC para pessoas com mais de 25 anos variava de 8% a 39%, dependendo da região do mundo. Os chineses tinham o maior risco (mais de 39%), seguidos por pessoas da Europa Central e Oriental. O menor risco foi entre aqueles que vivem na África subsaariana.

Gênero não parece ser um indicador significativo de risco de AVC entre homens e mulheres, de acordo com o relatório.

As chances de sofrer um AVC aumentam com determinados fatores de risco, incluindo a obesidade, tabagismo e falta de exercício físico. Dessa forma, novas pesquisas podem auxiliar as agências de saúde pública em todo mundo a incentivar seus esforços de reeducação pública, sugeriu Roth.

Por exemplo, programas que encorajam adultos jovens a se exercitar e seguir dietas mais saudáveis (mais frutas, vegetais e grãos integrais). O mesmo acontece com os esforços em educação para adultos jovens para abandonar o hábito de fumar ou beber em excesso.

“Os médicos devem alertar seus pacientes em idade jovem sobre as medidas que podem tomar para prevenir o derrame e outras doenças vasculares numa fase mais tardia da vida “, disse Roth.

Os serviços públicos poderiam atuar decisivamente propiciando condições de uso contínuo pela população de medicamentos para reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol, observaram os pesquisadores.

Dr. Richard Libman é vice-presidente de neurologia no Long Island Jewish Medical Center, em New Hyde Park, NY. Ele afirma que: “O derrame continua a ser uma das principais causas de incapacidade e morte em todo o mundo, ainda mais crucial em certas áreas geográficas, embora nenhuma região esteja isenta dessa condição debilitante ”.

Fonte: Health Day