Ainda sobre os novos critérios de hipertensão arterial.

Ainda sobre os novos critérios de hipertensão arterial.

Após a publicação dos novos critérios de hipertensão arterial (Ler: “A pressão arterial em 130 é a nova diretriz”), recebemos muitos questionamentos por parte de nossos amigos e clientes.

É importante ressaltar que o diagnóstico de hipertensão arterial, embora pareça simples, em certos aspectos, é complexo.

Muitas pessoas medem a sua pressão sem um critério adequado e a partir do resultado passam a ser considerados normotensos ou hipertensos. Nunca se deve estabelecer o diagnóstico de hipertensão arterial apenas com uma só medida.

Quando uma pessoa tem o diagnóstico de hipertensão arterial, ela deverá fazer um controle e tratamento a longo prazo, provavelmente por toda a sua vida. Por esse motivo, é importante que a medida da pressão arterial seja feita por profissional habilitado e obedecendo critérios bem estabelecidos.

Sabemos pela prática diária que muitas vezes o paciente tem pressão arterial elevada durante o exame no consultório. Isso pode ser verdadeiro ou decorrente de uma situação estressante quando se comparece a um consultório e é denominado a “hipertensão do avental branco”. Essa pessoa pode ter uma pressão absolutamente normal em sua casa e é por essa razão que a medida da pressão na sua residência tem um valor muito grande para se estabelecer o critério de uma pressão normal ou elevada.

Muitas vezes a pressão arterial varia durante o dia, dependendo de momentos de maior ou menor ansiedade, assim como sofre a influência de outros fatores como: clima, ingestão de café, bebidas alcoólicas, alimentos, exercícios, etc. Habitualmente, durante o sono, a pressão arterial tende a cair, o que nem sempre ocorre nos hipertensos. É por esse motivo, e outros, que muitas vezes é necessária a monitorização da pressão arterial durante 24h utilizando-se equipamentos adequados.

Portanto, conforme já afirmamos, esse diagnóstico deve ser realizado com segurança pelo médico.

Importante ainda ressaltar que a hipertensão arterial incide em cerca de 30% das pessoas nas grandes cidades, sendo um importante fator de risco de doença cardiocirculatória (infarto, derrames…).

Anexamos mais um comentário sobre essa nova diretriz, que evidencia a importância que essa doença tem tido em todo o mundo:

“A diretriz para a prevenção, detecção, avaliação e controle da hipertensão arterial em adultos em 2017 é recomendada para a definição de hipertensão, tratamento anti-hipertensivo e metas de pressão arterial, segundo a The American College of Cardiology / American Heart Association (ACC/AHA). De acordo com esta orientação, 45,6% dos adultos dos EUA têm hipertensão e 36,2% tem indicação para receber tratamento anti-hipertensivo. A intervenção não farmacológica é aconselhável para adultos dos EUA (9,4%) com hipertensão, de acordo com esta orientação de que não são recomendados medicamentos anti-hipertensivos. Entre os adultos dos EUA que receberam medicamentos anti-hipertensivos, 53,4% apresentaram pressão arterial (PA) acima do objetivo do tratamento de acordo com a diretriz ACC / AHA de 2017 e para os quais é recomendado um tratamento anti-hipertensivo mais intensivo.”

 

Nunca é demais ressaltar que a grande maioria das pessoas que tem pressão arterial moderadamente elevada não possui nenhum tipo de sintoma. E isso é muito importante, pois muitos pacientes se recusam a tomar medicamentos ou adotar determinadas mudanças nos hábitos, pois dizem que nada sentem.

Mais uma vez exalto a importância de que qualquer tipo de tratamento que é sugerido ao paciente, somente será seguido se ele entender “para que” e “por que” está adotando tal atitude ou tomando tal medicamento.

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