Meditação pode reduzir o risco de Doença Cardiovascular

Meditação pode reduzir o risco de Doença Cardiovascular

A meditação pode beneficiar você em relação ao risco cardiovascular, mas é importante lembrar que a medicina tradicional continua sendo o principal suporte contra a doença cardíaca em relação aos fatores de risco, como colesterol alto e pressão sanguínea elevada, de acordo com uma declaração científica da American Heart Association (AHA).

Uma revisão sistemática de cerca de 400 estudos realizados, encontrou possibilidades acerca da meditação e sua relação com a redução de risco da doença cardiovascular. Ainda que não existam dados conclusivos, a revisão sugeriu que a prática pode ser usada como complemento de baixo custo e baixo risco para as diretrizes atuais, afirmou Glenn N. Levine, MD, do Baylor College of Medicine em Houston, e colegas no Journal of the American Heart Association.

A equipe ressaltou que esta declaração destinava-se apenas a rever o que é conhecido atualmente pelas evidências científicas e não para fazer recomendações sobre se a meditação pode ou não reduzir o risco de doença cardíaca. O principal suporte para a prevenção primária e secundária das doenças cardíacas ainda são as diretrizes direcionadas do American College of Cardiology / AHA.

“Embora os estudos que envolvem meditação sugerem um possível benefício e mrealação ao risco cardiovascular, não existem pesquisas suficientes para concluir que a atividade possui um papel definido”, disse Levine em um comunicado a imprensa. “Uma vez que a educação sobre como meditar está amplamente disponível e a meditação tem poucos riscos associados, as pessoas interessadas podem querer utilizar essas técnicas em adição aos estabelecidos conhecimentos médicos e intervenções de estilo de vida como uma possibilidade a mais para diminuir o risco de doença cardíaca”.

É importante que as pessoas compreendam que os benefícios precisam ser mais especificados e não deve substituir os cuidados médicos tradicionais, acrescentou.

O grupo de Levine pesquisou na literatura médica (PubMed) para encontrar estudos sobre meditação e redução de risco de doença cardiovascular, usando termos de busca como meditação, estresse, pressão arterial, hipertensão, tabagismo, resistência à insulina, síndrome metabólica, função endotelial, prevenção primária e prevenção secundária.

Enquanto a meditação tradicional se refere a práticas mentais que são projetadas para melhorar a concentração, aumentar a conscientização e familiarizar uma pessoa com sua própria mente, uma definição mais contemporânea enfoca atenção, mindfulness (atenção plena), compaixão e repetição do mantra (japa). As formas comuns de mediação sentada incluíam samatha, vipassana, zen, raja yoga e transcendental.

Estudos sobre práticas combinadas mente-corpo, como ioga e Tai Chi, foram excluídos desde que foram estabelecidos como formas de reduzir o risco de doença cardíaca.

Os autores constataram que a maioria dos estudos mostrou algumas melhorias nos níveis de estresse, humor, ansiedade, depressão, qualidade do sono ou bem-estar geral, mas poucos foram focados especificamente em pacientes com doença cardiovascular.

O grupo de Levine observou que estudos neurofisiológicos e neuroanatômicos demonstraram que a meditação pode ter efeitos prolongados no cérebro, o que pode ter resultados benéficos sobre o estado basal fisiológico e o risco cardiovascular. Além disso, alguns dados randomizados sugeriram que a meditação consciente pode melhorar as taxas de cessação do tabagismo.

Dois estudos sobre intervenções de curto prazo produziram reduções de mortalidade, mas os autores disseram que os resultados precisam ser reproduzidos em estudos multicêntricos maiores antes de considerar a meditação efetiva para a prevenção primária da doença cardiovascular( antes de ocorrer alguma doença cardíaca).Da mesma forma os dados disponíveis também se aplicavam para avaliação do efeito da meditação na prevenção secundária de doença cardiovascular (após ocorrer alguma doença cardíaca) – muitas das quais apresentavam amostragem pequena e acompanhamento limitado.

Os autores sugeriram a realização de novas pesquisas sobre meditação e risco cardiovascular, especificamente estudos amplos, randomizados que são adequadamente potencializados para detectar benefícios clinicamente significativos e livres de viés inerente.

 

Fonte: MedPage Today

https://www.medpagetoday.com/cardiology/prevention/68193

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